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Voltar no tempo...

Ah... Se eu pudesse voltar no tempo... Voltar em uma época mais feliz, um tempo inocente, em que a pureza do meu coração era a coisa mais bela que eu tinha. Se eu pudesse voltar e resgatar cada sonho que tive, cada desejo grandioso, cada esperança... Se eu pudesse voltar no tempo e proteger meu pobre coração de conhecer o mundo, de conhecer a triste realidade que o cerca dia após dia, se eu pudesse apagar todas as dores que viu e sofreu. Se eu pudesse voltar no tempo e não ter desperdiçado tanto tempo em crenças vãs, em falsas pessoas e tanta discórdia. Se eu pudesse voltar no tempo e reviver a felicidade, dando-a mais valor, mais importância... Ah... Se eu pudesse voltar no tempo tudo seria diferente... E mesmo se eu pudesse, não o faria. Talvez seja difícil encontrar a pureza, ter convicções e confiar na humanidade, de fato é. Mas, a sabedoria que, mesmo mínima, agora possuo me faz ver que ...

Um eterno paradoxo

É estranho, ela gosta de estar em constante renovação, mas é insegura quanto ao novo. Não liga para a opinião alheia, mas quer sempre um palpite sobre suas decisões. Não acredita no amor, mas sonha em viver um. Quer ser ouvida, mas não fala. Odeia ser o centro das atenções, mas quer ser notada. Vive interpretando papéis para ser verdadeira em seu mundo. Se faz forte para desabar dentro de si mesma. Ela é um eterno paradoxo.

Grito

É um grito de misericórdia. Noites mal dormidas com intermináveis lágrimas são disfarçadas com um café. Dores latentes são escondidas atrás de sorrisos. A solidão é negada através da multidão que cerca. Isso não é viver, é sobreviver a uma maré de desespero . Existir a um ponto que é preciso fingir ser alguém que não é para ter alguém ao seu lado, porque se for você mesmo, ninguém aguentará esse inferno que é sua cabeça, essa desordem constante. Existir a um ponto que você já não consegue diferenciar os seus gritos com os que ecoam em sua cabeça. Existir a um ponto que você perde sua identidade, que você já não sabe mais o que realmente importa. Existir a um ponto que já não tem mais fé na vida. Somente existir. É um grito de misericórdia.